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Kiko & the Blues Refugees apresentam o álbum de estreia “Threadbare”

“Threadbare”, o disco dos Kiko & The Blues Refugees, lançado a 13 de Fevereiro é um filme sonoro que expõe a actualidade de um género universal e das inúmeras estradas por onde ele nos pode levar.

Kiko & the Blues Refugees

Kiko & The Blues Refugees é um supergrupo formado por músicos experientes e conceituados do panorama nacional: o músico, compositor e produtor Kiko Pereira, luso-americano que o crítico José Duarte elegeu como a melhor voz masculina do jazz em Portugal, junta uma equipa de excelência como António Mão de Ferro (guitarras), Jorge Filipe Santos (teclados), Carl Minnemann (baixo) e João Cunha (bateria).

Fotografia: Anabela Trindade

“Threadbare”, o disco dos Kiko & The Blues Refugees, lançado a 13 de Fevereiro é um filme sonoro que expõe a actualidade de um género universal e das inúmeras estradas por onde ele nos pode levar. Os 11 temas originais de Kiko Pereira pegam em nós no ponto inicial, no sul profundo dos Estados Unidos, e levam-nos pelas diferentes estradas por onde os blues se espraiam, entre o delta do Mississipi e Chicago, passando por Detroit e pelo cruzamento com outros géneros como o rock-roll, o rhythm and blues, a soul ou o jazz..

Threadbare, com produção de Mário Barreiros e Kiko Pereira, parte da sólida dedicação ao blues de um conjunto excecional de músicos para inscrever este álbum na tradição da música da América, com sonoridades que convocam as subtilezas melódicas de Paul Simon e Art Garfunkel, as sínteses dos Allman Brothers, a alma rítmica de Ray Charles ou a energia eléctrica dos ZZ Top.

Do primeiro single “Giver”, lançado no arranque da pandemia, até “Sittin’ and Wishin’” em dueto com Marta Ren, de “Too Lazy to be a nice guy” até “Sugar for your Instagram”, este é um disco sintonizado com os tempos e bem capaz de ser o suplemento de alma que estamos a precisar para aguentar com ritmo este complicado período. Até porque todos os temas nos remetem para essa energia única da música ao vivo.  

Para além de Marta Ren, no disco participam como convidados Bj Cole (com trabalhos anteriores com músicos como Elton John, Sting, Beck, Bjork ou Depeche Mode), Mila Dores, João Andresen e Rafaela Alves.

O video do primeiro single, “Giver”, da autoria de Kiko Pereira e Anabela Trindade, conta com a colaboração de algumas “mãos” famosas: desde Rui Reininho, Selma Uamusse, Helder Reis, Peter Eldridge, Fernando Martins, entre muitos outros:

Podemos ambicionar um grande disco de blues e soul feito em Portugal? Sim, podemos.

KIKO & THE BLUES REFUGEES:

Kiko Pereira nasceu em Newark, nos EUA e conta com uma carreira de mais de 30 anos dedicado à música e ao ensino, tendo participado em vários projetos desde a Orquestra de Jazz de Matosinhos, Orquestra de Jazz do Algarve, Lisbon Swingers Big Band, Orquestra de Jazz de Jorge Costa Pinto, entre outros. Kiko Pereira é mestre em Interpretação Artística e em Ensino da Música, tendo participado também nos programas “Operação Triunfo” e “The Voice Portugal” como vocal coach.

Em 2003 lançou o seu primeiro trabalho, “Raw”, que foi considerado pela revista All Jazz um dos melhores do ano. Mais tarde, em 2012 lançou o álbum “L’USA” com o projeto Kiko & the Jazz Refugees granjeando mais uma vez o aplauso unânime da crítica nacional e internacional. Em 2018 lança com os KITE, que forma em 2016, o álbum “HAMSA” .

António Mão de Ferro é um dos guitarristas portugueses mais conceituados dos últimos anos. Criou um estilo próprio tendo por base os Blues e no seu currículo conta com participações em projetos como a Minnemann Blues Band, Jerrel Lamar (“Platters”), GNR, Xutos e Pontapés, Rui Veloso, entre outros.

Em 2007 iniciou a sua carreira a solo como guitarrista, cantor e compositor com o álbum “Karma Train” que se tornou um sucesso nas rádios nacionais. Desde então António Mão de Ferro conta com 4 discos a solo e uma carreira consolidada.

Jorge Filipe Santos é um dos músicos integrantes da famosa banda que surgiu nos anos 80, “Trabalhadores do Comércio”. Integrou também o grupo “Arte & Ofício e colaborou com músicos como Luís Portugal e André Sarbib.

Carl Minnnemann é um prestigado multi-instrumentista que tem colaborado com artistas de renome como Maria João, Rui Veloso, Rui Reininho, Valter Lobo, entre outros.

João Cunha é também um músico de excelência: Mestre pela Universidade de Aveiro em Ensino de Música, trabalha regularmente com o Drumming, grupo de percussão e com o Remix Emsemble da Casa da Música. Tem colaborado com músicos como Antony & The Johnsons, Ivan Lins, Laurent Filipe, Luísa Sobral, Mário Laginha, entre muitos outros. João Cunha é ainda docente no Conservatório de Música do Porto e no Conservatório do Vale do Sousa.


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Etiquetas: Last modified: Fevereiro 23, 2021